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domingo, 29 de novembro de 2009

Borboletas na barriga

Tem gente que não entende a vida da borboleta, que pousa de flor em flor espalhando sua beleza, mas não se enamora por nenhuma em especial. Eu entendo a vida de uma borboleta, com sua imensa beleza tem apenas efêmeros 7 dias de vida. Se eu também tivesse todos os seus predicados e somente 7 dias de vida, borboletearia por aí de flor em flor tal como ela faz. Ela age com altruísmo, dividindo com todos que pode um pouquinho dos seus encantos, ao invés de egoístamente dá-lo somente a um, que teria apenas efêmeros 7 dias de encanto e uma vida inteira de saudades. Sinto falta de borboletas na barriga...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

1 minuto de silêncio.

O silêncio... Taí uma coisa que se assemelha imensamente aos meus antagonismos. Ele é a resposta para inúmeras coisas e a ausência desta para inúmeras outras. Esta coisinha simples que nos assola todos os dias em diversas situações indo de confortador até extremamente incômodo, tem a capacidade de preencher totalmente um espaço ou esvaziá-lo de um segundo para o outro. Como uma coisa tão abstrata pode significar tanta coisa e nenhuma coisa ao mesmo tempo? O silêncio, creio eu, tem onipotência, onisciência e onipresença. Às vezes fico pensando que deve ser ele quem detém a respostas de todas as perguntas e que ele é a verdade de todas as respostas... Uma coisa muito estranha mesmo de se pensar, mas para mim faz um enorme sentido. A minha cabeça raramente está em silêncio (quase nunca, ou nunca mesmo), tenho uma mente inquieta e cheia de coisas o tempo todo, mas quando consigo um segundo de silêncio mental encontro respostas pra quase todas as minhas perguntas. A sabedoria milenar do oriente prega isso há milênios, aquiete sua mente que as respostas virão... Medite. Coisa difícil de fazer nesta sociedade em que tudo o que se preza é o movimento, o barulho, a ação. Não digo que estas coisas não são essenciais, mas escutar-se, ouvir o som do silêncio é primordial para a sobrevivência. São nestas ocasiões que nos permitimos entender o que se passa ao nosso redor e em nós mesmos, é aí que podemos perceber o que está acontecendo na nossa vida e com a gente. Viver nesta roda-viva sem parar um minuto, sem pensar realmente, sem ouvir-se, faz da gente zumbis, meros repetidores e seguidores das idéias, desejos, sonhos, projetos que não nos pertencem de verdade, mas que nos são passados o tempo todo sem percebermos. Quem disse que quero ser ou estar onde estou? Às vezes somos atropelados pela multidão de idéias e de coisas desta sociedade pós-moderna, que nem nos damos conta, e seguimos sem perceber em que direção nossa vida está indo. Cheguei à conclusão que a razão disso acontecer, é não ouvirmos o silêncio. O Tudo contido no Vazio do Silêncio liberta a Alma e preenche a Mente com as verdadeiras Verdades. Façamos 1 minuto de silêncio diário pelo bem de nossa alma...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

OREM

Voltei!!! De uma saga de experimentações intensas!!! De vivências inesquecíveis!!! De coisas das quais quero me esquecer e daquelas que jamais me esquecerei... Nesta nova fase da minha vida tenho feito tudo aquilo a que tenho me proposto. Tenho vivido intensamente e corajosamente todos os pequenos e grandes momentos da minha vida. É incrível que eu tenha esperado tanto tempo para me permitir tanto e deixar aflorar este meu lado inconsequente de ser. Confesso de que gosto muito dele, apesar deste me criar imensos dilemas na minha cabecinha complicada! Convivo com a euforia de quebrar minhas regras pessoais e com o peso na consciência por fazê-lo. Estou me criando novamente, me descobrindo, me permitindo ser, e experimentar. E a sensação que isso me traz é maravilhosa, e de dever cumprido! Acho eu, que todo ser humano deveria passar por uma experiência destas em algum momento de sua vida. É recompensador ver que somos nós os responsáveis por tudo o que acontece, e pelo tudo que somos nesta vida! É como se nos sentíssemos invencíveis, capazes de tudo, donos de nós mesmos. Nada nos limita, NADA MESMO! A não ser nós mesmos e as imposições a que subjugamos a nossa vida. Viver é isso! Experimentar, ousar, permitir-se. Este planeta para mim, é uma planeta de experiências. Estamos aqui para vivê-las, e muito bem! Por isso, se você não ousa, não se permite, tente uma vez fazê-lo. Não digo que será indolor, mas te digo que será extasiante vencer seus próprios limites, sempre sabendo que os seus limites acabam quando começam os limites do outro. A experiência OREM serviu para mostrar a mim mesma, que sou um ser humano imperfeito em busca da perfeição, mas não daquela de conto de fadas. Esta é monótona e sem criatividade. Eu quero aquela dos contos pagãos de magia, onde se busca vencer seus limites, vencer seus medos, permite-se errar, e que se cria a cada dia. Não quero a vida calma e impassível de uma rocha e sim a vida inconstante e passível da água, que vai de vapor a gelo sem alterar sua essência. Porque como eu já disse um dia: EU NÃO SOU ALGO, EU ESTOU ALGO! Assim como nada é fixo neste Universo, eu permaneço em constante movimento e mudança. E QUE ASSIM SEJA sempre, porque nada é mais triste do que limitar-se.

sábado, 3 de outubro de 2009

"Incontinência Absoluta"

Enfim fiz as pazes comigo mesma! Chega desta palhaçada de sofrer por causas desconhecidas, ou criar dilemas pessoais inexistentes! Tenho que me aceitar com as incostâncias, com as maluquices, alterações de humor, mudanças de idéia, e todas as particularidades desse ser complexo e confuso que sou! Descobri, que curto esta complexidade, essa coisa de ser inconstante, de ter sempre uma surpresa a me esperar... tenho que parar de tentar querer ser coisas que não me pertencem, ou que passam bem longe desta minha múltipla personalidade. O complexo me fascina, o complicado me atrai, o inexplicado "me enebria, me entontece". Amo as coisas simples da vida, mas adoro pensar complexamente sobre elas. Acho que o diferencial de cada um está na "verdade de se ser de verdade" !! Estranho e confuso este termo, né? Mas acho que se encaixa perfeitamente no momento. Se todos fôssemos de verdade, todos seríamos insanos (mais saudáveis), únicos, autênticos e felizes! Já no meu caso, acho que peco por ser de verdade demais! Isso choca, assusta, afasta... Mas só sei ser deste jeito! Já fiz inúmeras tentativas frustradas de tentar manter uma imagem de "gente como toda a gente", e realmente foram todas sem sucesso algum. Não tenho o controle do que falo, do que penso, de como meu corpo reage às situações... Acho que meu problema é fisiológico, poderíamos chamar de incontinência de reações, de pensamentos ou de atitudes, ou melhor "incontinência absoluta". O ato de conter-se é admirável, às vezes... apesar de achar quase sempre, que este soa como um ato de covardia. Mas este predicado ou defeito me falta, e hoje aprendi que sou feliz sendo assim incontinente, imperfeita, mas de verdade.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O ERRO

Sabe naqueles momentos em que você se encontra no fundo do poço? Sem motivos aparentes e de repente, se percebe em um lugar escuro, frio, sombrio, vazio, profundamente profundo e incomodamente difícil de sair? Me sinto assim neste momento... As consequências das inconsequências às vezes são imensamentes difíceis de suportar. Se surpreender com você mesma, acho eu, que de todas as surpresas e decepções, é a pior. Sei que equilíbrio nunca foi o meu maior forte, mas estar em um desequilíbrio tão intenso ao ponto de que você não se reconhece, isso sim, é perigoso e altamente doloroso. Sempre fui daquelas que não tenta julgar ferozmente as pessoas, mas que se julga imensamente e impiedosamente o tempo todo. Errar nunca foi o meu verbo preferido, aceito e perdôo o erro de qualquer ser vivente ou não vivente, mas os meu erros eu não PERDÔO, estes eu nem mesmo ADMITO que sejam passíveis de existir. Eu não me permito ERRAR! E agora me vejo aqui sentada neste buraco sem saber como me levantar, e sem nem mesmo saber como, e porque cheguei aqui. Um dos meus maiores medos, se não o maior deles, sempre foi perder o controle. Sempre tentei manter tudo e todos sobre o meu domínio e total observação, e ao me ver hoje sem nem mesmo saber como deixei que eu mesma fugisse ao meu controle, é imensamente difícil... Saber lidar consigo mesmo é demasiadamente complicado para todos, mas ser um ser extremamente extremado, intenso, antagônico, confuso e acima de tudo muito exigente consigo mesmo é atestar para si mesmo uma completa e constante insanidade mental, emocional e espiritual. Achei que tivesse que me permitir mais, e acabei me permitindo ir além do que eu suporto. Achei que eu fosse mais liberal e mais moderna e percebi que sou mais conservadora do que antes. Achei que pudesse viver tudo que fosse possível, que eu não me importaria com as consequências. Mas hoje percebo que realmente os achismos nunca estão com nada, e que a gente nunca sabe de nada, e que o NUNCA realmente não existe, principalmente para aqueles que se permitem tentar e entendem que errar faz parte da vida. O erro que movimenta o mundo em busca do ACERTO.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Moção"

A palavra emoção deriva de "moção", movimento. Isso explica porque esta palavra reflete esta característica de mudar constantemente. Mudamos de emoção diariamente, a cada dia, minuto ou segundo dependento do protagonista da emoção. Eu descobri a pouco, que entendo agora o porquê da minha instabilidade, sou uma pessoa movida à emoção. Como as emoções não são estas coisas estáveis nunca me encontro em um estado estático. Nunca mesmo! Em qualquer característica que possa avaliar eu estou sempre movimentando-me, "emocionando-me" ou "mocionando-me" se é que este termo existe. Mudo constantemente por fora e por dentro e isso reflete a confusão de emoções que existem em mim. Sou daquelas que transparecem tanto um estado emocional, que quando estou mal as pessoas percebem em um telefonema. Quando estou bem, a euforia é intensamente intensa... Naqueles dias em que a Ira é a principal emoção dominante não consigo sequer a proximidade de alguém, sem que tenha a vontade impetuosa de estrangulá-lo. É horrível ser um ser emocional, ou somente emocional, porque nunca temos nada estático ou estável na nossa vida. Eu mesma surpreendo-me dia após dia com as minhas atitudes, quase nunca previsíveis, ou até previsíveis demais, porque serão sempre emocionais e baseadas na emoção do momento. Como diria o sábio Osho "A sua natureza não pode ser emocional, porque por trás de todas essas mudanças, é preciso ter algo que sirva como um fio, que mantenha todas estas coisas juntas." Estou a procura deste "fio" que estabilize este meu ser emocional, porque sei que esta é, e sempre será, a minha principal característica. Mas como a "moção" é o movimento constante, ainda há chances de que eu me movimente tanto, que encontre este equilíbrio neste desequilíbrio intenso.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O vazio que me transborda

Nem sei mesmo o que dizer sobre isso. Afinal sentimentalismos não são o meu forte, decididamente nunca foram. Não porque eu seja destas pessoas frias, calculistas e totalmente racionais (se bem que em alguns momentos sou assim também), mas porque realmente não sei lidar com estas coisas de sentimento, estas coisinhas abstratas realmente me afetam, conseguem me afetar até fisicamente falando. Quando sofro por sentimentos, não como, não trabalho, não foco, não consigo nem respirar direito, é como se realmente tudo tivesse acabado. Devido a esta minha peculiaridade (a incapacidade de lidar moderadamente com os sentimentos) evito de toda a forma que eles existam em minha vida. Não pense que por isso deixe de me relacionar com as pessoas, nãooo! De maneira alguma, me relaciono e até bem demais! Tenho muitos amigos, sou super íntima e carinhosa com eles, mas quando chega a parte que eu tenha que me entregar realmente a alguém, dessa eu corro, corro mesmo, sem perceber como um covarde. Eu sei me dar aos outros desde que não seja me entregar de bandeja nas mãos de alguém, e é assim que acontece quando amo. Eu já amei e sei que é muito bom, mas para alguns o amor é seu próprio veneno. Eu amando me pré e me ocupo demais com o outro, me dedico demasiadamente, e mesmo vendo que não tem mais nada a ver, não consigo desistir! Simplesmente NÃO consigo! Mesmo naqueles momentos em que odeio, acabo voltando atrás, e não entendo o porquê. Acho que este é o meu ponto fraco só sei me doar se for intensamente. Por isso acho que prefiro este vazio que me transborda, porque apesar de doer e me corroer profundamente pelo menos dele eu tenho o controle...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Metades Diametralmente Opostas

Nasci partida ao meio. Disso tenho certeza. Tenho dentro de mim uma adolescente no auge de seus 17 anos, audaciosa, corajosa, que ama viver perigosamente, sem juízo algum, alcoólatra, festeira, inconsequente, feliz... quase uma "Natacha" do Capital Inicial. Cuja vizinha neste corpo "casa" é uma senhora com seus 60 anos de vivências, todas as suas amargas desilusões, suas rugas de experiência de quem viveu muito e dolorosamente, seus medos, conformada, com sua sensatez exacerbada, suas descrenças por tudo o que já viu e viveu, infeliz... cuja música que a representa melhor é "Relicário" dos Titãs. No meio deste abismo de gerações sobrevive um ser de duas décadas e 6 anos de vida tentando decidir, opinar, enfim viver, mediando estas duas situações diametralmente opostas. Como ser são nesta situação? Como saber quando eu devo escolher esta ou aquela, 17 ou 60? Nunca sei dosar realmente a influência das duas... Logo nada que penso ou que faço segue um padrão normal. Posso variar de um extremo ao outro em milésimos de segundo, mas acho que isso torna mais divertida a minha existência, pois eu mesma surpreendo-me com as minhas escolhas e atitudes dia após dia. Além disso experimento os dois extremos: a euforia do adolescente e o conformismo do amadurecido. O difícil e não ser insano, pelo menos não vivo a monotomia dos iguais...

A essência do ser antagônico

Desde que nasci lembro-me de ser deste jeito. O antagonismo faz parte do meu mais profundo ser e sempre foi o meu mais fiel companheiro. Comigo o sempre dura muito pouco... uma hora amo tudo o que faço, tudo o que sou, tudo o que sei, segundos depois nem mesmo sei quem sou ou o que quero. Aprendi comigo mesma que monotonia é ser e estar sempre do mesmo jeito. E eu, particularmente, odeio a monotomia, a rotina, a disciplina, as metodologias de ser um ser humano socialmente sociável, socialmente incluído, socialmente ser humano como todos os outros. A melhor coisa da vida é poder ter e mudar de opinião sempre e sempre, quanto necessário seja. Esta história de que só se é alguém quando se tem uma opinião, é muito da fajuta. Na verdade as opiniões definem os momentos, e como os momentos passam, a cada momento novo devemos ter novas opiniões. Eu não sou. Eu estou alguma coisa ou de alguma forma em determinado momento. A mediocridade consiste na mesmice do ser, na repetição de idéias, na cópia. A diversidade, e o infinito de opções embelezam o nosso dia à dia e permitem que avancemos rumo à evolução do ser. Defina-se mais não limite-se. Este é o meu lema.