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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma hora a hora chega

Ultimamente tenho convivido com muita gente de bastante idade, daquelas que parece que esqueceram de morrer. O interessante pra mim, foi perceber que a grande maioria delas é feliz e tem esperança. Fiquei eu, na minha ignorância a me perguntar porque alguém no alto de seus 80 e tantos anos, 90 e tantos anos, ainda tem esperança. Esperança de quê? Acho que esperança deve ser um sentimento inerente ao ser humano, e realmente deve ser a última a morrer. O mais curioso é observar os que cercam estes anciãos. São filhos, filhas, netos, irmãos... e alguns não tem ninguém, vão sozinhos mesmo. A grande maioria de acompanhantes parecia estar ali com tanto amor e esperança como os vovozinhos. Daí cheguei a uma conclusão. No final da sua vida, tudo o que você construiu, é o que te cerca. Ou seja, se você não construiu nada, é o nada que estará te acompanhando ali no final. Não adianta se cercar de inúmeras conquistas materiais se não conquistar pessoas pra te acompanharem nesta jornada. Porque no fim, o que importa é quem vai estar olhando nos seus olhos e segurando sua mão no suspiro final.